RRobô Resgate
0 de 14 encontros
Manual de montagem
Plano de aulas · Versão econômica · Escolas do campo

Montando um robô de resgate com a turma

14 encontros de cerca de 100 minutos (duas aulas de 50 min) para cada grupo montar, programar e ensinar seu robô a reconhecer o caminho com TinyML. Cada encontro indica a seção do manual de montagem correspondente.

Paisagem rural com casa, árvore, cerca e um pequeno robô seguindo uma linha preta
Público
8º ano ao ensino médio
Grupos
3 a 4 alunos por robô
Duração
14 encontros · ~1 semestre
Computador
1 para a turma basta

01 Visão geral

Cinco módulos, do conceito à mini-competição. Os encontros com desplugado funcionam sem computador nem energia elétrica.

Papéis no grupo

Cada aluno tem um papel por encontro, e os papéis trocam a cada encontro, para que todos passem por tudo. Escreva no quadro quem é quem no início da aula.

🔧 Mecânica

Cuida do chassi, rodas, fixação e garra. Guarda as ferramentas no fim.

⚡ Eletrônica

Faz as ligações e as medições com o multímetro. É quem confere a segurança antes de ligar a bateria.

💻 Programação

Grava o firmware, opera o monitor serial e ajusta os parâmetros.

📓 Dados e registro

Escreve o diário de bordo, anota medições e tentativas e, no módulo 4, coordena a coleta de dados para o TinyML.

Diário de bordo: um caderno simples por grupo. Em todo encontro, o grupo anota a data, o que fez, o que deu errado, como resolveu e uma foto ou desenho. Ele é a principal evidência de aprendizagem e a base da apresentação final.

02 Antes de começar

Preparação do professor, de preferência um mês antes do primeiro encontro.

1. Monte um robô sozinho primeiro

Montar um protótipo seguindo o manual mostra onde a turma vai travar e serve de modelo na sala. Conte com umas 6 horas.

2. Faça a compra coletiva

Veja a lista de compras. Peça componentes avulsos em pacotes e compre 10–20% a mais de TCRT5000, LEDs e LDRs: alguns queimam na montagem.

3. Prepare o computador com internet

Instale Python, PlatformIO e as bibliotecas de ml/requirements.txt, e compile o firmware uma vez. Depois disso, tudo funciona sem internet nesse computador.

4. Monte a pista

Papel branco (ou verso de cartazes) com fita isolante preta: uma reta, uma curva, um cruzamento com marcadores verdes, um gap e uma rampa (tábua com um livro embaixo).

5. Separe a estação de solda

Um local ventilado, com suporte para o ferro, esponja úmida e óculos. Só o professor ou monitor solda até os alunos treinarem.

6. Imprima

Use o botão Imprimir do manual e deste plano. Uma cópia do manual por grupo ajuda muito onde não há computador para todos.

Módulo 1

Começando

O que é um robô de resgate, formação dos grupos e eletricidade básica com segurança.

1

O que é um robô de resgate?

Entender para que servem robôs de resgate e como um robô “pensa”: sensores, decisão e movimento.

Aluno de olhos vendados seguindo uma linha no chão guiado pelas instruções de um colegavire à esquerda!sensor → decisão→ motor
Roteiro
  1. 15 minConversa: que situações de perigo a turma conhece? Enchentes, queimadas, desabamentos, alguém perdido no mato. Onde um robô ajudaria?
  2. 10 minApresente a OBR e a modalidade Resgate: o robô segue uma linha, desvia de obstáculos, sobe rampa e resgata “vítimas”. Mostre o robô protótipo.
  3. 35 mindesplugado Robô humano: um aluno de olhos vendados é o robô; outro é o “programa” e só pode usar os comandos frente, para, vira esquerda, vira direita. O robô percorre uma linha de giz ou barbante no chão. Depois, troquem: o robô agora pode tocar a linha com o pé (um sensor!). Discutam a diferença.
  4. 25 minForme os grupos, explique os papéis e entregue o diário de bordo. Cada grupo dá um nome ao robô.
  5. 15 minFechamento: desenhem no diário o “ciclo do robô”: sensor → decisão → motor.
No campo: drones já procuram gado perdido e pessoas em áreas alagadas; máquinas agrícolas seguem linhas de plantio sozinhas. O princípio é o mesmo do robô da turma.
Materiais
  • Venda para os olhos, giz ou barbante
  • Robô protótipo
  • Um caderno por grupo
Entrega: grupos formados, nome do robô e o primeiro registro no diário.
2

Eletricidade sem medo

Montar circuitos simples, usar o multímetro e conhecer os cuidados com baterias de lítio.

Circuito com pilha, resistor e LED aceso, ao lado de um multímetro+pilhasresistorLED3,7 V
Roteiro
  1. 15 minTensão, corrente e resistência com a analogia da água na mangueira: pressão, vazão e um aperto na mangueira.
  2. 30 minCada grupo acende um LED com pilha e resistor. Depois tenta sem resistor (com um LED sobrando, sob supervisão) para ver por que o resistor existe.
  3. 25 minMultímetro: medir a tensão de pilhas novas e usadas e testar continuidade de um fio. Anotar no diário.
  4. 10 minConta da Lei de Ohm: que resistor usar num LED vermelho no 5 V? Comparem com os 220 Ω do manual.
  5. 20 minSegurança com baterias 18650: leiam juntos a seção de segurança e criem as “regras da bancada” do grupo.
No campo: cerca elétrica, bomba d’água, painel solar e bateria de moto usam os mesmos conceitos. Peça aos alunos exemplos de casa.
Materiais
  • Pilhas AA e suporte
  • LEDs e resistores
  • Multímetro
  • Fios com garra jacaré
Entrega: tabela de medições no diário e as regras de segurança do grupo.
Módulo 2

Montagem

Cada grupo monta o seu robô. Ao fim de cada encontro há um ponto de verificação: só avance quando ele estiver ok.

3

Chassi, motores e rodas

Montar a parte mecânica e calcular quanto o robô anda a cada volta da roda.

Chassi do robô visto de cima e uma roda com a medida do diâmetroESP32dvolta = π × d
Roteiro
  1. 10 minApresente as peças do kit 2WD. O grupo confere tudo contra a lista.
  2. 50 minMontagem seguindo o manual: fios nos motores (professor solda), discos de encoder, motores no chassi, rodas, roda boba e sensores LM393.
  3. 25 minMatemática: meçam o diâmetro da roda e calculem a circunferência (π × d). Contem os furos do disco. Quanto o robô anda por furo? Comparem com o valor 10,2 mm do código.
  4. 15 minTeste: empurrar o robô numa reta. Ele vai reto? Se puxar para um lado, os eixos estão desalinhados.
No campo: a mesma conta mede área plantada com uma roda de medição ou calcula quantos metros a plantadeira percorreu.
Materiais
  • Kit chassi 2WD, 2 LM393
  • Chaves, régua
  • Ferro de solda (professor)
Verificação: rodas giram livres, chassi nivelado, disco não raspa no LM393.
4

Energia do robô

Montar a alimentação: bateria, chave, regulador 5 V e barramentos.

Caminho da energia: bateria para os motores, regulador de 5 V para o ESP32 e 3,3 V para os sensoresBateria7,4 VMmotoresbuck5 VESP323,3 V p/ sensores
Roteiro
  1. 15 minExplique o diagrama de alimentação: por que três tensões diferentes (7,4 V, 5 V e 3,3 V)?
  2. 30 minAjuste do buck: cada grupo mede a saída e gira o trimpot até 5,0 V. O papel de Eletrônica confere com o multímetro.
  3. 40 minMontar bateria → chave → buck e os barramentos na placa perfurada. Soldar o capacitor de 470 µF (atenção à polaridade).
  4. 15 minMedir sem o ESP32: bateria e 5 V. Registrar no diário.
No campo: sistemas de energia solar fazem o mesmo caminho: painel → controlador → bateria → regulador → aparelhos.
Materiais
  • Baterias, suporte, BMS, chave
  • Buck MP1584, capacitor
  • Placa perfurada, multímetro
Verificação: 5,0 V medido na saída do buck, sem nenhum curto entre os barramentos.
5

Os olhos do robô: sensores de linha

Entender a reflexão da luz e montar a placa com os 6 TCRT5000.

Sensor de linha emitindo luz infravermelha: o branco reflete muito e o preto reflete poucobranco: volta muitapreto: volta poucaTCRT5000
Roteiro
  1. 20 mindesplugado Com uma lanterna, iluminem papel branco e fita preta em ângulo e observem a luz refletida na parede. O preto “engole” a luz. O TCRT5000 faz isso com luz infravermelha, invisível. Dica: a câmera do celular mostra o LED infravermelho aceso.
  2. 15 minOficina de solda: o professor demonstra e cada aluno treina numa sobra de placa antes de soldar no robô.
  3. 50 minMontar a placa dos 6 sensores com 12–14 mm entre centros e os resistores de 220 Ω e 10 kΩ.
  4. 15 minMedir com o multímetro a saída de um sensor sobre o branco e sobre o preto. A tensão muda?
No campo: sensores ópticos parecidos contam sementes na plantadeira e separam grãos por cor nas máquinas de beneficiamento.
Materiais
  • 6 TCRT5000, resistores
  • Placa perfurada, ferro de solda
  • Lanterna, celular
Verificação: os 6 sensores mudam de tensão entre branco e preto.
6

Por que a folha é verde? Sensor de cor caseiro

Entender cor como luz refletida e montar o sensor de cor com LED RGB e LDR.

Folha verde iluminada por luzes vermelha, verde e azul; a luz verde é a que mais volta para o sensorLDRvolta mais luz verde
Roteiro
  1. 20 mindesplugado Num lugar escuro, iluminem uma folha verde com luz vermelha, verde e azul (papel celofane na lanterna). Sob qual luz ela fica mais clara? É assim que o robô vai “ver” o verde: acende uma cor por vez e mede quanto volta.
  2. 20 minExplique o circuito: transistores como interruptores e o LDR como resistor que muda com a luz.
  3. 45 minMontar os capuzes (tampa de caneta, canudo, EVA preto), a divisória, os LEDs, os LDRs e os 3 transistores.
  4. 15 minMedir a tensão do LDR coberto e descoberto.
No campo: planta doente ou com falta de água reflete a luz de forma diferente. Drones e satélites usam isso para encontrar problemas na lavoura antes de o olho perceber.
Materiais
  • 2 LEDs RGB anodo comum, 2 LDRs
  • 3 BC547, resistores
  • Celofane colorido, lanterna
  • Tampas de caneta, EVA preto
Verificação: a tensão do LDR muda com a luz e os LEDs acendem (teste ligando a base do transistor ao 3,3 V por um resistor de 1 kΩ).
7

Ultrassom e ligações finais

Ligar tudo ao ESP32, entender o eco do HC-SR04 e revisar com o multímetro.

Sensor ultrassônico emitindo som que bate numa parede e volta como ecoHC-SR04idavolta (eco)distância = tempo × 343 m/s ÷ 2
Roteiro
  1. 15 mindesplugado Batam palmas perto de uma parede longe e contem o tempo do eco. O som anda ~343 m/s: a que distância está a parede? O morcego e o HC-SR04 fazem a mesma conta.
  2. 55 minLigações seguindo a tabela de pinos: ponte H, encoders, MPU6050, sensores, HC-SR04 (com o divisor no ECHO) e servo.
  3. 30 minRevisão cruzada: cada grupo confere as ligações de outro grupo com a tabela e o multímetro, antes de ligar a bateria.
No campo: sensores ultrassônicos medem o nível de caixas d’água, silos e poços, e avisam quando está acabando.
Materiais
  • ESP32, DRV8833, MPU6050, HC-SR04, servo
  • Fios, resistores 1 kΩ e 2 kΩ
  • Multímetro
Verificação: nenhuma ligação errada na revisão cruzada; sem curto entre os barramentos.
Módulo 3

Programação

Com um só computador, organize um rodízio: enquanto um grupo grava e testa, os outros fazem a atividade desplugada ou ajustam a mecânica.

8

Dando vida ao robô

Gravar o firmware, ler os sensores no monitor serial e conferir motores, encoders e IMU.

Computador ligado ao robô por um cabo USB mostrando as leituras dos sensoresperfil: economicoimu: okP,0.02,0.97,…LINHA 0.96USB
Roteiro
  1. 15 minMostre como o computador conversa com o robô: gravar, monitor serial e os comandos de uma letra (d, c, w, r, s). Combine a regra de segurança: s ou um toque no BOOT param o robô a qualquer momento.
  2. 60 minRodízio no computador (~15 min por grupo): gravar e fazer os 6 testes do manual. Quem espera preenche no diário a tabela “o sensor vê / o número que aparece”.
  3. 25 minCorrigir o que falhou: motor invertido, sensor trocado, ligação solta. Use a tabela de problemas comuns.
No campo: estações meteorológicas e sensores de umidade do solo também transformam o mundo em números para o computador decidir, como irrigar ou não.
Verificação: os 6 testes da seção 08 ok, anotados no diário.
9

Seguindo a linha: o controle PID

Entender a correção proporcional e ajustar KP e KD com experimentos registrados.

Duas trajetórias ao longo de uma linha: uma em zigue-zague e outra que corrige suavementeKP alto: corrige demaisKP + KD na medida
Roteiro
  1. 20 mindesplugado Robô humano 2: o aluno vendado anda sobre a linha e um colega diz o quanto ele está longe dela: “pouco”, “médio”, “muito”. Ele corrige mais quando está mais longe. Isso é o P do PID. Se ele corrige demais, fica em zigue-zague: aí entra o D, que freia a correção.
  2. 10 minCalibrar na pista da turma: robô centralizado numa reta, segurar o BOOT por ~1,5 s (ou c e w no monitor). A calibração fica salva no robô.
  3. 55 minExperimento: cada grupo testa 3 valores de KP (ex.: 0,05, 0,10 e 0,20), com 3 voltas em cada, e anota numa tabela se o robô completou a curva e se oscilou. Depois testa KD com o melhor KP.
  4. 15 minComparar as tabelas dos grupos no quadro. Os melhores valores foram iguais? Por quê?
No campo: o piloto automático de tratores com GPS corrige a direção do mesmo jeito: quanto mais fora da linha de plantio, maior a correção.
Entrega: tabela de experimentos no diário e o robô completando a pista simples (reta + curva).
10

Decisões: verde, gap e obstáculo

Conhecer as regras dos marcadores da OBR e ajustar as manobras do robô.

Cruzamento com marcador verde à esquerda e seta indicando que o robô deve virar à esquerdaverde à esquerda→ virar à esquerdaverde após cruzar→ ignorar
Roteiro
  1. 20 minRegras dos marcadores verdes: verde à esquerda, à direita, dos dois lados (meia-volta) e verde depois do cruzamento (ignorar). Desenhem no diário os 4 casos e o que o robô deve fazer.
  2. 15 minLeiam juntos o trecho stepStateMachine do main.cpp: identifiquem os estados do robô (seguir linha, gap, resgate, fim). Desenhem a máquina de estados com setas.
  3. 50 minMedir a distância dos sensores de cor ao eixo e ajustar GREEN_TO_AXLE_MM. Testar cruzamentos com verde, um gap e um obstáculo (uma caixa de leite).
  4. 15 minRegistrar no diário o que funcionou e o que ainda erra, principalmente erros na leitura do verde. Esses erros são o gancho para o próximo módulo.
No campo: a máquina de estados lembra o manejo de um rebanho: dependendo do sinal (chuva, sol, hora), o próximo passo muda.
Entrega: desenho da máquina de estados e a lista de erros de cor observados.
Módulo 4

TinyML: ensinando o robô

Até aqui o robô decide por limiares fixos que alguém escolheu. Agora ele vai aprender com exemplos coletados pelo próprio grupo.

11

Como uma máquina aprende?

Entender dados de treino, classificação e viés, e coletar os dados do robô.

Gráfico com folhas de três tipos marcadas por cor e uma folha misteriosa no meio?comprimentolarguravizinhos mais próximos
Roteiro
  1. 30 mindesplugado Classificando folhas: cada grupo recebe folhas (ou sementes, ou grãos) de 3 tipos. Medem duas características (comprimento e largura) e marcam num gráfico em papel, uma cor para cada tipo. Depois recebem uma folha “misteriosa”: de qual tipo ela é? A resposta vem de olhar os pontos mais próximos no gráfico. Isso é aprender com exemplos.
  2. 15 minDiscussão sobre viés: e se só tivéssemos medido folhas pequenas? E se o robô só treinar com sol e a prova for à noite? Conclusão: dados variados são mais importantes que muitos dados.
  3. 55 minRodízio no computador: cada grupo coleta dados com ml/collect.py (ele confere a calibração do robô antes de gravar) nas 7 classes (branco, linha, verde esq/dir/ambos, prata, vermelho), deslizando o robô com a mão em várias posições. Quem espera planeja no diário quais situações difíceis vai incluir.
No campo: aplicativos que identificam pragas e doenças pela foto da folha aprenderam assim: com milhares de exemplos, muitos fotografados por agricultores.
Materiais
  • Folhas, sementes ou grãos de 3 tipos
  • Régua, papel quadriculado, lápis de cor
  • Pista com fita prata (papel alumínio) e vermelha
Entrega: gráfico das folhas e um arquivo de dados por robô, com todas as classes.
12

Treinar, testar e comparar

Treinar o modelo, ler a matriz de confusão e comparar o robô antes e depois do TinyML.

Gráfico de barras comparando acertos antes e depois do TinyML e uma matriz de confusão6/109/10antesTinyMLmatriz de confusãodiagonal = acertos
Roteiro
  1. 15 minAntes: com o robô ainda na heurística, cada grupo passa 10 vezes por cruzamentos com verde e anota os acertos.
  2. 30 minRodízio: rodar ml/train.py e regravar. Mostre a matriz de confusão na tela: a diagonal é o que acertou; fora dela, o que o modelo confunde (verde com linha? prata com branco?).
  3. 25 minDepois: repitam as mesmas 10 passagens com o modelo. Melhorou? Montem no quadro uma tabela com os resultados de todos os grupos.
  4. 30 minSe algo ainda erra, coletem mais exemplos daquele caso e treinem de novo. Discutam: o modelo de um grupo funcionaria no robô de outro? (Não: cada robô é um pouco diferente.)
No campo: “testar antes e depois, nas mesmas condições” é como se compara uma semente ou um adubo novo numa parcela da roça.
Entrega: tabela antes/depois no diário, com uma frase de conclusão do grupo.
Módulo 5

Desafio

Garra para a sala de resgate e o festival com a comunidade.

13

A garra e a sala de resgate

Projetar uma garra com material reciclado e ver o robô resgatar vítimas sozinho.

Robô com uma garra pegando uma bolinha prata, com uma bolinha preta ao ladovítima pratapretaservo
Roteiro
  1. 15 minDesafio: pegar uma bolinha (a “vítima”) com um único servo, de modo que ela fique na frente do sensor de distância. Mostre ideias: pinça, pá, gaiola que desce.
  2. 40 minCada grupo projeta no diário e constrói sua garra com palito de picolé, tampas, arame e elástico. Ajustem os ângulos da garra e meçam CAPTURE_MM e HOLD_MM com o stream d.
  3. 30 minSala de treino (caixa de papelão, triângulo num canto, fita de alumínio na entrada): o robô entra, percorre as paredes, procura, pega e entrega as vítimas. O grupo de Dados anota no diário cada etapa que aparece no monitor ([resgate] ...).
  4. 15 minDiscussão: por que o robô gira devagar para procurar? Como ele sabe voltar ao triângulo sem câmera? (Ele soma quanto andou e para onde virou: a mesma ideia de contar passos no escuro.)
No campo: colhedoras e ferramentas inventadas na própria roça mostram que um bom projeto mecânico resolve muito com pouco. E “saber onde está contando o que andou” é como se acha o caminho de volta numa trilha sem placas.
Materiais
  • Palitos, tampas, arame, elástico, cola quente
  • Bolinhas de papel alumínio e pintadas de preto (~5 cm)
  • Caixa de papelão grande ou tábuas para a sala
Entrega: desenho da garra no diário e o robô entregando ao menos uma vítima no triângulo.
14

Festival do Robô Resgate

Apresentar o trabalho à comunidade e fazer uma mini-competição no estilo da OBR.

Pódio com troféu e bandeirinhas coloridas de festa213festival comas famílias
Roteiro
  1. 20 minMontagem da pista e da exposição dos diários. Convide as famílias e a comunidade.
  2. 40 minMini-competição: cada robô tem 2 tentativas; pontos por trecho completado, verde certo, gap e obstáculo.
  3. 30 minCada grupo apresenta em 5 minutos: o robô, um problema que enfrentou e como o TinyML ajudou (ou não).
  4. 10 minPremiação em várias categorias e fotos.
Com a comunidade: peça a cada grupo para mostrar aos visitantes uma aplicação do robô no campo que eles inventaram, como um robô que segue a linha de plantio ou mede o nível da caixa d’água.
Categorias sugeridas
  • Melhor pontuação na pista
  • Melhor diário de bordo
  • Melhor uso de material reciclado
  • Melhor explicação do TinyML
  • Espírito de equipe

03 Avaliação

Avaliação contínua, pelo diário de bordo e pela observação dos encontros, e não só pelo resultado na pista. Um robô que não completou a pista, mas com problemas bem investigados no diário, mostra muita aprendizagem.

CritérioInicianteEm desenvolvimentoProficienteAvançado
Montagem e segurançaPrecisa de ajuda constante; esquece as regras de segurançaMonta com ajuda; segue as regras quando lembradoMonta seguindo o manual e confere com o multímetroMonta, revisa e ajuda outros grupos
Investigação e registroDiário incompletoRegistra o que fez, sem explicarRegistra problemas, testes e soluçõesUsa tabelas e conclusões e compara com outros grupos
Programação e ajusteSó grava o firmwareUsa os comandos e lê os sensoresAjusta parâmetros com experimentosLê e modifica o código com propósito
Compreensão do TinyMLNão explica o que o modelo fazSabe que o robô “aprende com exemplos”Explica dados de treino, teste e viésInterpreta a matriz de confusão e decide que dados coletar
ColaboraçãoTrabalha sozinhoCumpre o próprio papelReveza papéis e ajuda o grupoLidera sem centralizar e ensina os colegas

O projeto trabalha os eixos de Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital das normas de Computação na Educação Básica, junto com Ciências (luz, som, eletricidade) e Matemática (medidas, proporção, gráficos). Ajuste os objetivos às habilidades do currículo da sua rede.

04 Adaptações

Turma multisseriada

Misture idades nos grupos. Os menores ficam com Mecânica e Registro; os maiores com Eletrônica e Programação, sempre trocando. Ensinar o colega mais novo também é aprendizagem.

Sem computador por grupo

Faça o rodízio no único computador e, enquanto isso, as atividades desplugadas e o diário. Os encontros 8, 11 e 12 são os que mais dependem do computador.

Sem internet

Prepare o computador antes (veja “Antes de começar”) e imprima o manual. Nada nos encontros precisa de internet.

Sem solda

Uma mini protoboard por robô (~R$ 10) substitui a solda nos sensores e no circuito de cor. Fica menos firme, então prenda os fios com fita.

Pouco tempo

Junte os encontros 2 e 4, e 5 e 6, em versões curtas, e pule o 13. Fica em 10 encontros, mantendo o TinyML.

Energia instável

As atividades desplugadas dos encontros 1, 5, 6, 7, 9 e 11 funcionam sem energia. Deixe as baterias carregadas no dia anterior.